Renda-se, como eu me rendi. Mergulhe no que você não conhece, como eu mergulhei. Não se preocupe em entender, viver ultrapassa qualquer entendimento.

terça-feira, 7 de setembro de 2010

honestamente eu digo..


Dessas novas sensações agradáveis, descarto as antigas, as piores.
Não quero me sentir assim de novo por um tempo, quero usar desse tempo melancólico, chuvoso. Quero me sentir fraca pra que eu possa me levantar com todas as forças, eu quero implorar um tempo ao tempo.
É um teor baixíssimo das vezes que me importo de verdade com o que vem pela frente. Não me vejo atrás de cortinas sombreadas, escurecidas ou esquecidas. Quero mostrar a revolução, faça-se de mim um furacão.
Nem tudo que lutei ate hoje, tem valor. A maior parte das minhas conquistas foi momentânea e não me servem mais para nada. Assim como na vida de todos. Como se um peso morto habitasse seu corpo, mas de tanto tempo que o que já os leva, nem os sente. Mas sabe que estão ali.
Não quero mais essa mentira toda na minha volta, almejo que a minha evolução seja tão grande que o resto de podres que carrego e arrasto por ai, sumam. Como toda dor já acumulada e desgastada do meu peito também vai. E vira amor, vou ser completa por um tipo de bateria movida a sentimentos bons. Só vou mover-me do meu lugar, só vou subir degraus nessa escada de vida, quando tiver certeza que ao meu lado só encontro sentimentos assim também. Mesmo que ruins, mesmo que degradantes, mas sinceros. É o que eu quero. Honestidade.
“As ondas positivas nos levarão ao oceano dos bons sentimentos“

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

(Não) Seja bem-vinda.


Sinto-me uma intrusa na vida de todos que estão a me cercar. Não duvido que seja exatamente isso que eu represento a eles.
É como se todo o lugar que havia conquistado, tivesse sumido. E tudo voltasse a estaca zero. Minhas pessoas ilhas. Distante. Razoavelmente me conhecem, pelo menos conhecem o que eu quero mostrar. Mas ele não.
Parece que não chega o que eu lhe dou, e busca mais. Cada vez mais. Não sei lidar com tanta cobrança, mas não quero que ela vá junto com ele embora. Ou suma quando ele sair.
Tudo parece completamente embaralhado e mais uma vez, chove. Chove por que passamos pelo fim do inverno. Ah, um inverno calorosamente frio. Frio como as pessoas dessa cidade, frio como os calculistas, fria como as mãos que são dadas para negócios furados. Em todos os sentidos.
Enquanto alguém no escuto me abraça com força, me fala que nada está completamente perdido, que as pessoas ilhas vão mesmo estar perto de mim como desejo. Eu choro, choro como as águas que caiem do céu. Devagar, com calma...
Não me conheço mais, não sou mais a teimosa que corria sempre atrás do que almejava, hoje nem sei mais quem vejo no espelho pela manha todos os dias com o uniforme gasto da escola. É como se eu maquiasse um boneco, e ele arrasta a todos os lugares me representando, enquanto continuo aqui, no meu quarto, intacta.

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Deixo você ir, se for voltar


Se eu pudesse começar do inicio, seria tão mais fácil.
Fácil dizer que todas as vezes que nos víamos, era como se fosse a primeira. Que todos planos que a gente já fez, eram brincadeira inocentes. Pelo menos pra mim.
O difícil mesmo é começar a acreditar no fim. O fim que veio tão rápido e doloroso. Ver que mesmo eu lutando contra, ele chegou. E chegou tão forte, tão decidido que às vezes até eu penso que é melhor ele existir.
As lagrimas que me abandonaram esses últimos dias, são as mesmas que eu deixei sair quando te ouvir dizer as três palavras. Aquelas que já estavam a um tempo querendo sair da minha boca, mas por medo de ser cedo demais, as guardei. A ironia do destino, se é que assim podemos falar, é ter te colocado na minha vida pra crescer, pela primeira vez, sou eu quem cresce.
Logo eu, que pensei que por muito tempo passaria nas vidas alheias apenas pra ensinar. Eu, que me sentia tão madura e segura pra ter um relacionamento duradouro, receber a mesma coisa que doei por algumas vezes.
Infelizmente fechei os olhos pro obvio, escondi de mim mesma, o que já sabia. Tu fostes demais pra mim. Era bom o suficiente pra minha mesma pessoa, mas mais direcionada. Nunca pensei que fosse aceitar ser “inferior” a alguém, como aceito a ser a ti. E mesmo ferindo muito meu egocentrismo e a minha alta/baixa-estima, não me importo, por que tenho consciência que vou crescer com isso, que as coisas que estão pra acontecer e a dor que está pra vir, iram me ajudar.
Mas simplesmente, não estava preparada. Foi uma surpresa saber que nossas brincadeiras eram reais, e que tu querias mesmo, me levar contigo por muito tempo.
O fato é que não estava pronta pra amadurecer o tanto que amadureci nesse relacionamento, mesmo tu não enxergando.
Eu te ofereci prioridade, amor, carinho, simplicidade, fidelidade e às vezes ciúmes, raiva e choro. Eu quis te proporcionar tudo que sempre proporciono a alguém assim. Só esqueci-me de te oferecer evolução. Pensei que o teu estado emocional já estava pronto pra me receber assim, desse mesmo jeito. Mas não. Eu errei.
Como tu me dizias: - vou ser teu primeiro em muita coisa! – Eu coloquei os pés no chão, e agora eu vejo que tu foste o primeiro homem que me fez acreditar no meu potencial. E em mim, na minha vontade de crescer.
Agora que eu acalmei meu coração, que todas as coisas estão se encaminhando pro seu lugar, vejo. Que o que tu foste capaz de me doar é incrível. Doou pra mim a tua responsabilidade, a tua vontade, o teu senso, o teu respeito. Tu me ajudaste em milhões de formas, que eu só consigo ver diante tanta dor no peito, do meu rosto inchado e cansado de chorar. E eu vou pegar cada pouquinho dessas coisas que tu me deste, e vou evoluir por conta própria. E quando eu chegar pra ti e dizer: - Eu melhorei, por mim e por nós dois. – acredite, pois eu terei melhorado mesmo.

domingo, 25 de julho de 2010

os dois, ou eu e ele.


Um dia quem sabe ela vá olhar pra trás e ver que ele foi o único que lhe deu o valor necessário. Que eles eram feitos um para outro, mas não adiantava mais lutar pra manter em pé o que estava quebrado.
Ela chorou, ele disse que não. Ela tentou beijá-lo e ele permaneceu. Mesmo que seus olhos queiram a com tanta vontade, ele sabia que era o melhor pra ambos. O que ela fez foi inaceitável aos olhos dele, mas aos delas não.
A questão não era qual dos dois estava certo, mas sim qual deles ia dar o braço a torce no momento certo.
Ele disse que a amava no momento mais oportuno da sua vida, ele fez tudo aquilo que ela desistiu, valer a pena. E ela o esperou na janela com aquele carrinho quadrado que tinha tantas e tantas historias, parar e buzinar pra ela descer e conversar sobre um futuro próximo. Mas nunca aconteceu.
Ele às vezes a esperava cruzar na frente de sua casa depois do pico do sol, mas ela trocou de caminho. Por medo.
Quase sempre, eu paro e penso naquele casal que criou uma intimidade gigante um com outro em menos de um mês de convivência. Quando tu o vias olhar pra ela via sinceridade tamanha, quando tu reparas nos gestos que ela fazia para se encaixar a ele. É uma historia que me inspirou e inspira há muito tempo. Mas acho que só se acha uma vez na vida um homem que te transforma em mulher em apenas poucos dias.
Ela implorava sua atenção às vezes, mas principalmente naquela noite que eles romperam. Ele não a olhava mais como antes, não a abraçava mais como antes, nem se quer falou às palavras que ele costumava dizer.
Os dois fizeram de tudo parar o clima não pesar, eles brincaram, se abraçaram, mas sabiam que estava faltando alguma coisa. Todas as vezes que ela o olhava nos olhos, ele desviava fazendo qualquer brincadeira. Mas quando ele nego o beijo, ela não agüentou, lagrimas de horas saíram sem controle. Como se o fim do mundo estava próximo, mas pra ela estava mesmo.
Querendo esconder a vasta tristeza que estava pra tomar conta de si. Disfarçando as evidencias, ele a apertou com força, como se falasse com o corpo: - por que tu estragaste tudo? – e ela sentia isso. Sentia que tinha estragado tudo. E chorava.
Chorava como se toda a dor do mundo fosse pouco perto do que logo ia preenchê-la. São tão poucas palavras que os dois se trocaram, mas conseguiam se ler pelo tanto de intimidade que tinham. E então ela com olhos inchados e com o coração extremamente apertado deitou em seu encaixe favorito, os braços dele. Ele beijou seu rosto, mas não sua boa e com um voz rouco pronunciou que iria pra casa. Entrando em desespero ela negou, disse gritando e ignorando seus pais, NÃO.
Ele não podia a deixá-la, eles eram a perfeição com rachaduras. Era complicado tudo que havia acontecido, mas eu sei que eles conseguiram superar.
Não existiria outra chance se ele não acreditasse no poder do amor dela. E não existiria outra chance se ela não lutasse para reconquistá-lo.
É estranho contar um historia que não tem final feliz até agora. Uma historia que é tua, mas coloca em terceira pessoa.

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Sem mais


Deixa pra lá, mais uma historia de amor.
Mais um fracasso pessoal, umas lagrima em adicional.